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Política - MT - Grampos - S/A

Secretário vê inocência de Taques: “Coloco a mão no fogo por ele”

José Adolpho, da Casa Civil, acredita que o tema será abordado pela oposição nas eleições de 2018

O secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho, que não vê participação do governador em esquema de grampos

O secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho, disse ter a convicção de que o governador Pedro Taques (PSDB) não tem qualquer envolvimento no esquema de escutas clandestinas operado pela Polícia Militar.

“Não costumo colocar minha mão no fogo de forma gratuita, mas tenho absoluta certeza de que o governador não tem nada a ver com essa história de grampos”, disse o chefe da Casa Civil.

“Por ele, eu coloco a minha mão no fogo”, afirmou, em entrevista ao programa Conexão Poder.

Na ocasião, o secretário disse acreditar que o assunto deverá ser explorado pela oposição na campanha eleitoral do próximo ano, já que o governador deve sair candidato à reeleição.

Para ele, tentarão colar a imagem do governador ao escândalo das escutas ilegais.

No entanto, José Adolpho acredita que o episódio não irá interferir no processo eleitoral.

“A oposição vai usar isso para tentar colar no Governo. É um crime a interceptação ilegal? É um crime. Pode ser usado pela oposição? Pode. Vão tentar explorar? Vão, porque é o único caso que a gente pode falar. Mas, penso que essa questão não irá interferir na eleição”, concluiu o secretário.

Escutas ilegais

A denúncia sobre a rede de grampos foi feita, no início deste ano, ao Ministério Público Federal (MPF), pelo promotor Mauro Zaque, que é ex-secretário de Segurança Pública.

Zaque disse que recebeu uma denúncia anônima, com documentos, que evidenciavam a prática ilegal.

Segundo ele, a denúncia foi levada ao conhecimento do governador Pedro Taques (PSDB), em setembro de 2015. O governador, por sua vez, negou ter conhecimento do caso e entrou com um processo contra o promotor.

O esquema funcionaria por meio da chamada "barriga de aluguel", quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.

Ao pedir a quebra dos sigilos dos telefones dos supostos membros da quadrilha, teriam sido inseridos, ilegalmente, na lista encaminhada à Justiça, os telefones que interessariam ao grupo monitorar.

A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha partiu da Comarca de Cáceres (225 km Oeste de Cuiabá), na fronteira do Brasil com a Bolívia.

Entre os grampeados estariam a deputada Janaina Riva (PMDB); o advogado José do Patrocínio; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; os médicos Sérgio Dezanetti, Luciano Florisbelo da Silva, Paullineli Fraga Martins, Hélio Ferreira de Lima Júnior e Hugo Miguel Viegas Coelho.

O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.

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