Bem-vindo ao site do Norte de Mato Grosso, segunda 23 de janeiro 2017
Midia Kit

Sete dicas para quem quer lançar uma startup de Tecnologia


O mar brasileiro não está pra peixe. O instável cenário político e econômico vem sendo a principal barreira para os novos negócios, pois os empreendedores, certos de que têm chance de apenas um tiro, estão preocupados com a possibilidade de levar adiante suas propostas e perderem a oportunidade de fazer suas ideias vingarem e se sobressaírem em seus mercados. Por onde começar? O que precisa ser considerado, pensado? Quais seriam os primeiros movimentos?

Para responder a esses questionamentos, compilamos sete orientações assinadas por Armindo Mota, CEO da Wappa – empresa líder nacional em gestão de corridas de táxi corporativo, nascida como startup em 2001 e que fechou 2016 com 200 milhões de reais em faturamento.

1. Ideia boa é ideia que dá resultado.

Um dos erros mais comuns cometidos por quem funda startups é ficar deslumbrado com o desenvolvimento da tecnologia e "esquecer" de checar se o mercado vai ser receptivo a ela. Uma parte imensa do negócio é justamente a demanda. Assim, optar por lançar uma versão beta pode ser positivo, uma vez que ela vai testar a receptividade do mercado e gerar dados que farão os desenvolvedores arredondarem o produto de acordo com as necessidades mapeadas. Assim, as chances de o empreendimento dar certo aumentam consideravelmente.

2. Saiba onde está pisando.

Analise o mercado a fundo antes de qualquer movimento. Entenda a necessidade do público, porque é ela que vai moldar seu produto e não o contrário. Mapeie seus competidores, teste a receptividade da sua ideia, preveja a escalabilidade, entenda se seu produto ou serviço é de nicho ou se pode ser massificado, se você realmente tem um diferencial competitivo.

3. Considere o cenário cultural em que está inserido.

Conheça e avalie as possíveis barreiras sociais e econômicas à ideia que quer lançar. Em geral, o brasileiro é um povo bastante receptivo a novas tecnologias. Contudo, para vingar no mar de startups que surgem todos os dias, sua proposta precisa atender a uma necessidade real, que seu consumidor tenha consciência de que possua. Não tomar esse cuidado para formular o que você vai oferecer a ele pode ser fatal.

4. Invista em gestão desde o início do negócio.

O momento em que a empresa está desenvolvendo o modelo de negócio é muito crítico. Por isso, vale apostar em um processo de gestão bem definido. Pode até não parecer, mas esquecer de separar o que é pessoa jurídica de pessoa física é bem comum. Separar as coisas é essencial – além de gerar confiança por parte de possíveis investidores. Há muitos casos de empresas que nascem com uma boa ideia, mas morrem em seguida por causa dessa falta de controle. Saiba separar as coisas, pense como um empresário.

5. Tenha timing.

Acontece muito de surgirem ideias maravilhosas, disruptivas e que podem mudar o mundo mas... há a possibilidade de o mundo não estar pronto para elas. Se sua ideia é muito à frente de seu tempo, dedique-se a avaliar o momento cultural do mercado que pretende atingir. Ser disruptivo pode ser um problema se só você estiver enxergando uma necessidade que ainda não "bateu" no consumidor. Pense macro e micro. No macro, estar à frente do seu tempo é incrível, mas se sua oferta não tiver demanda imediata no micro, considere o timing de lançamento.

6. Startups com pouco investimento? Nem sempre.

Não se iluda. Nem sempre uma startup precisa de pouco investimento inicial. Dependendo da ideia, ela já precisa nascer grande. Conheça o mercado, busque investidores e convença-os da sua ideia com base em argumentos sólidos, pesquisas e projeções confiáveis. Quanto mais subsídios apresentar para corroborar suas projeções, maior será a sensação de segurança do investidor e a percepção de que vale a pena investir na sua ideia.

7. Por outro lado, tenha cuidado com a "chuva de dinheiro".

Assim como a falta de dinheiro pode ser um problema, o excesso também pode. O momento em que a empresa ainda está ajustando o modelo de negócio é extremamente crítico, então tenha cuidado com o deslumbramento. Apostar em infraestrutura cara, numa escalabilidade que você não tem condição de atender de imediato ou mesmo em trazer pessoas muito caras – mesmo que haja capital para isso – pode ser um tiro no pé. Pense de forma sustentável. O negócio está funcionando e indo bem com a equipe atual e com o mínimo de infra? Continue assim. Isso é ser sustentável.

Armindo Motta Jr. é CEO da Wappa. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Estácio de Sá, o empresário fundou a Wappa em 2001, aos 21 anos. Hoje, aos 36, está à frente da empresa, que é líder nacional no segmento de gestão de táxi corporativo, possui a maior carteira de clientes do país e fechou 2016 com faturamento de 200 milhões de reais.


Sobre a Wappa

Fundada em 2001, a Wappa é líder no mercado brasileiro de gerenciamento de despesas corporativas com táxi, tendo sido pioneira neste segmento e lançado o primeiro serviço do tipo no país em 2006. De origem 100% brasileira, a organização é a única a operar somente com taxistas regularizados e a oferecer uma plataforma de soluções capazes de atender o mercado corporativo de forma plena, possibilitando eficiência na redução de custos e otimização de processos – diferenciais que fazem da Wappa uma referência no assunto no Brasil.

Com atuação em todos os estados brasileiros e iniciativas no mercado internacional, a empresa atende cerca de 5000 clientes, possui 80 mil taxistas cadastrados e opera em mais de 450 cidades.

Em 2016, a empresa lançou uma nova versão de seu aplicativo de corridas de táxi, voltada a pessoas físicas, que está disponível para download nas principais lojas de aplicativos e roda em Android, iOS e Blackberry. Para mais informações sobre a Wappa, acesse www.wappa.com.br.

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